Ana Isabel Mineiro, Cáceres Monteiro, Daniela Teixeira, Gonçalo Cadilhe, João Garcia, Jorge Vassalo, Maria Assunção Avillez, Miguel Arrobas, Nuno Lobito, Nuno Pedrosa, Tiago Alves, são protagonistas no capítulo dedicado aos viajantes portugueses. Outros nomes de exploradores descritos são: Mattias Giraud, Harry Egger, Joe Redington, Alexandre Mackenzie, Warren Harding, Alain Robert, Marcus Tobia, Erling Kagge, Evelyne Binsack, Ueli Steck, Doug Scott, La Condamine, Piotr Chmielinski, Robin Knox-Johnston, Lewis Pugh, Martin Strel, Peter Pinney, Dean Karnazes, Ludovic Hubler, Fran Sandham, Thomas Sbampato …
trata do Livro 'Os novos exploradores lusos', suas sequelas, e outras crónicas de viagens...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Viajantes e protagonistas …
Trecho do próximo livro: “Tal como as palavras ‘limíte’ ou ‘extremo’, a ‘aventura’ (na minha perspectiva: a aventura encontra-se, frequentemente, ao enfrentar o desconhecido, quando a exploração deste pressupõe um risco considerável) tem um significado diferente para cada pessoa e em cada fase da vida ….
Messner* dizia que para ser aventura tem que incluir um «risco elevado» - no livro anterior contei histórias de explorações e aventuras levadas a extremos da resistência física e psicológica. Agora, além de introduzir novas histórias, pretendo descer uns degraus na ‘escadaria das dificuldades’, porque cada pessoa tem uma percepção diferente de ‘risco’! Vamos também ‘falar’ de aventuras imaginadas por um maior número de pessoas e, portanto, mais acessiveis a uma minoria um pouco mais numerosa de potenciais viajantes !!! Subjacente às histórias e propostas que se seguem está uma ‘aventura dos sentidos’ … Ou seja, uma aventura que não detém o exclusivo do alto risco e do elevado esforço fisico e mental. Pode até nem exigir esse esforço, mas tão só um despertar de sensações, um aguçar dos sentidos, uma exploração interior que contribui para a harmonia de corpo e mente, aproveitando as possibilidades que o mundo nos oferece …”.
Ana Isabel Mineiro, Cáceres Monteiro, Daniela Teixeira, Gonçalo Cadilhe, João Garcia, Jorge Vassalo, Maria Assunção Avillez, Miguel Arrobas, Nuno Lobito, Nuno Pedrosa, Tiago Alves, são protagonistas no capítulo dedicado aos viajantes portugueses. Outros nomes de exploradores descritos são: Mattias Giraud, Harry Egger, Joe Redington, Alexandre Mackenzie, Warren Harding, Alain Robert, Marcus Tobia, Erling Kagge, Evelyne Binsack, Ueli Steck, Doug Scott, La Condamine, Piotr Chmielinski, Robin Knox-Johnston, Lewis Pugh, Martin Strel, Peter Pinney, Dean Karnazes, Ludovic Hubler, Fran Sandham, Thomas Sbampato …
Ana Isabel Mineiro, Cáceres Monteiro, Daniela Teixeira, Gonçalo Cadilhe, João Garcia, Jorge Vassalo, Maria Assunção Avillez, Miguel Arrobas, Nuno Lobito, Nuno Pedrosa, Tiago Alves, são protagonistas no capítulo dedicado aos viajantes portugueses. Outros nomes de exploradores descritos são: Mattias Giraud, Harry Egger, Joe Redington, Alexandre Mackenzie, Warren Harding, Alain Robert, Marcus Tobia, Erling Kagge, Evelyne Binsack, Ueli Steck, Doug Scott, La Condamine, Piotr Chmielinski, Robin Knox-Johnston, Lewis Pugh, Martin Strel, Peter Pinney, Dean Karnazes, Ludovic Hubler, Fran Sandham, Thomas Sbampato …
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Maasai Experience & Kilimanjaro
A meio da tarde do segundo dia partimos para uma caminhada em direcção às Chyulu Hills (as Green Hills descritas por Hemingway), sobre a terra arenosa, avermelhada, de vegetação rasteira, salpicada de acácias com aquele seu inconfundivel perfil. Não ignorando os ruídos da noite anterior, fomos acompanhados por um guia, o N’garuia (qualquer coisa como o ‘gordito’).
Os Maasai são conhecidos por enfrentarem leões. Aliás, os felinos evitam-nos. Mas N’garuia não levava nenhuma arma de defesa, nenhuma lança. Apenas carregava o tripé da minha câmara e um telemóvel. No braço esquerdo, peito e costas tinha as marcas de dentes e garras do ataque de um leão, aos 20 anos. Perguntei-lhe se conhecia este terreno. “Não! Não sou daqui”, respondeu. Ele era de Maasai Mara e nós estávamos perto do parque de Amboseli. O ‘à vontade’ dele era algo tranquilizador … Gnús, zebras, avestruzes, girafas e gungas, fugiam à nossa passagem … Outros encontros, não tivemos. Ao fim de duas horas, subimos ao topo de uns enormes blocos de rocha para apreciar o pôr do sol, por trás do Kilimanjaro, coberto por nuvens. Bebemos cerveja Tusker, cantámos e dançámos, já noite escura, com um grupo de fotógrafos Maasai entretanto chegado. De regresso ao acampamento, metemos 17 pessoas num jipe, tivemos um furo e andámos em circulos até encontrar as luzes das tendas.O terceiro dia foi dedicado a conhecer a aldeia Maasai e seus problemas. Sessão aberta, na ‘igreja’; cantos e palmas; explicação do fenómeno das alterações climáticas; figado e sopa de ‘gordura’, só para homens; os valentes jovens ‘guerreiros’ a fugir da chuva; crianças e mulheres estendem respeitosamente a cabeça para receber o toque de dedos dos anciãos … Imagens inesqueciveis!
Ao quarto dia, o Kilimanjaro despertou descoberto, e sorriu-nos com todo o seu esplendor. Nesse dia fomos ao seu encontro … Subir ao seu cume (5.895m) representou um pequeno desafio para a equipa Ice Care, se comparado com a enormidade do problema do aquecimento global, cujas consequências nos glaciares pretendemos registar.
(um resumo desta viagem constará do livro ‘Os novos exploradores e a aventura dos sentidos’; mais fotos em:
http://www.facebook.com/album.php?aid=180532&id=613684777&l=3240d3a148)
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domingo, 29 de novembro de 2009
Ice Care na RTP 2
Entrevista no Jornal da RTP 2 (28.11.09). Avançar para o min. 30’16’’:
http://tv1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=16478&idpod=32517&formato=wmv&pag=recentes&escolha=

http://tv1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=16478&idpod=32517&formato=wmv&pag=recentes&escolha=
Sessão de fotos com a Sábado online (27.11.09):
http://www.sabado.pt/Multimedia/Videos/Especiais/expedicao-Kilimanjaro-(1).aspx
http://www.sabado.pt/Multimedia/Videos/Especiais/expedicao-Kilimanjaro-(1).aspx
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sábado, 28 de novembro de 2009
Ice Care #2 - A Partida ...
No dia 6 de Dezembro começa a Cimeira de Copenhaga, e a equipa Ice Care estará a caminho do monte Kilimanjaro. No dia 11 de Dezembro é assinalado o Dia Internacional da Montanha (http://www.fao.org/) e, com alguma sorte, justamente nessa data alcançaremos o tecto de África (5.896m) e os seus glaciares, acrescentando mais simbolismo à segunda expedição Ice Care. 
A partida do team Ice Care é já no dia 4 Dez. Seremos 7, incluindo a antropóloga Joana RP que nos guiará na estadia com os Maasai para conhecer os problemas que estes enfrentam, a médica Cristina Pereira da HPP Saúde, e 3 participantes do ‘programa social’, que nos ajudarão a registar a redução dos glaciares do Kili. Na tomada de posições para a próxima cimeira de Copenhaga, a China prometia liderar a redução dos gases de efeito de estufa na próxima década. A India pretendia acompanhar, e os EUA não podiam deixar-se ficar para trás … Mas parece que já estão a recuar nestas intenções!
Ecologia e Sustentabilidade não são apenas uma ‘moda’. O projecto Ice Care (www.icecare.org) pretende reforçar esta ideia, apontando setas para as consequências do problema nos glaciares. Depois do impacto do filme do politico Al Gore, o fotógrafo James Balog publicou um video (19 min.) elucidativo sobre a evidência da redução dos glaciares a um ritmo alarmante. Vale a pena ver: http://www.ted.com/talks/james_balog_time_lapse_proof_of_extreme_ice_loss.html
(ver também www.time.com/time/health, de 2Nov09, e fotografias do Kili em: http://www.facebook.com/album.php?aid=161143&id=613684777&l=574e78d6f5)
A partida do team Ice Care é já no dia 4 Dez. Seremos 7, incluindo a antropóloga Joana RP que nos guiará na estadia com os Maasai para conhecer os problemas que estes enfrentam, a médica Cristina Pereira da HPP Saúde, e 3 participantes do ‘programa social’, que nos ajudarão a registar a redução dos glaciares do Kili. Na tomada de posições para a próxima cimeira de Copenhaga, a China prometia liderar a redução dos gases de efeito de estufa na próxima década. A India pretendia acompanhar, e os EUA não podiam deixar-se ficar para trás … Mas parece que já estão a recuar nestas intenções!
Ecologia e Sustentabilidade não são apenas uma ‘moda’. O projecto Ice Care (www.icecare.org) pretende reforçar esta ideia, apontando setas para as consequências do problema nos glaciares. Depois do impacto do filme do politico Al Gore, o fotógrafo James Balog publicou um video (19 min.) elucidativo sobre a evidência da redução dos glaciares a um ritmo alarmante. Vale a pena ver: http://www.ted.com/talks/james_balog_time_lapse_proof_of_extreme_ice_loss.html
(ver também www.time.com/time/health, de 2Nov09, e fotografias do Kili em: http://www.facebook.com/album.php?aid=161143&id=613684777&l=574e78d6f5)
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
do capítulo ‘Desporto de intervenção’ …
Trecho do capítulo ‘Desporto de intervenção’, de ‘Os novos Exploradores e a Aventura dos Sentidos’:
“A primeira expedição Ice Care decorreu em Junho de 2009, entre Paris e o glaciar Aletsch, na Suiça. No dia 18, estacionei em Interlaken e, de bicicleta, pedalei 54km até Berna, onde dei uma entrevista ao Berner Zeitung antes de embarcar no TGV da tarde, rumo à capital francesa. Cinco horas depois e mais 9 km da Gare de Lyon ao hotel, na Boulevard de Grenelle, encontrei-me com o ZM. Eram 11 da noite. No dia seguinte, pedalámos por baixo da torre Eiffel e fomos dos campos Elísios ao museu do Louvre, até marcarem as 11 da manhã, hora combinada para reunir na sede da UNESCO. Passar a segurança apertada do edificio 7 da Praça Fontenoy não foi tarefa fácil. Um elemento mais zeloso, um russo com cara de Putin (não é pudim!), não queria deixar que estacionássemos as bicicletas dentro do recinto do edifício!? Niet! “Mas, temos as bicicletas carregadas de material, prontas para seguir viagem depois da reunião …”, exclamámos. Preparávamo-nos para entrar vestidos de calções de ciclismo e não tinhamos cadeados, porque isso significava peso extra. Após a chegada de uma assistente de direcção, de alguns contactos telefónicos mais e da espreitadela de um outro colega de função … Niet, niet !! A solução foi a estagiária, uma croata, vir cá fora e ficar de plantão às bibicletas durante a nossa reunião com o Director do Sector da Cultura, o Sr. Kishore Rao. Por ele tomámos conhecimento do fenómeno ‘black carbon’, apenas recentemente estudado: este, demonstra o efeito de aceleração do derretimento dos glaciares provocado pela deposição no gêlo de particulas de dióxido de carbono, libertado por queimadas e outras fontes de poluição próximas.
Naquela tarde partimos em bicicleta para percorrer os 647 km que nos separavam de Lauterbrunnen. Devido às limitações de tempo, optámos por fazer rápidamente esta travessia, dando-nos alguma exigência física extra. Carregávamos cerca de 10 kg nas bicicletas de montanha, equipadas com pneus mistos (mais finos e velozes). Demorámos 5 dias e meio, com etapas de 90 a mais de 140 km diários. Nos primeiros dias as etapas mais longas e, na Suiça, as etapas mais curtas (Paris situa-se a uma altitude inferior a 100 metros e a fronteira, nas montanhas do Jura, fica a mais de 900). Nas duas primeiras noites dormimos ao relento, em camas cómodamente improvisadas em campos de trigo. Foram as melhores! Sem contar com o episódio em que o ZM acordou com uma lesma a arrastar-se na sua cara …. Com bom tempo, atravessámos as imensas planicies do centro de França (via Provins-Besançon), cobertas de canhâmo, papoila, trigo e vinha. Transportáva-mos a comida do dia e abasteciamo-nos en route para o dia seguinte. À hora das pausas para comer, o ZM tentava fazer o upload para actualizar os blogues. Eu procurava manter o ritmo e cumprir o plano, mas ainda assim tive que abandonar a ideia de percorrer algumas caminhos mais panorâmicos e secundários. No dia 27, com o título “Papoilas, cânhamo e champagne à Lagardère” deixei o seguinte apontamento no blog http://icecare.blogs.sapo.pt/: No final de uma subida suave, levantei-me do selim e olhei para trás. Um ponto côr de laranja em movimento destinguia-se com nitidez no fundo verde da paisagem. Era o Zé Maria com a sua camisola polar Trango. Ele entretinha-se com o seu iPod, tentando abstrair-se das dores num ombro e num joelho. Eu queria cumprir o plano da etapa. Ele queria fazer uploads no portátil dos filmes e fotos que fizemos. Ambos disfrutavamos das planícies a perder de vista, extensas plantações de papoila (vermelha e rosa), de cânhamo (!?!) e de vinhêdos de Champagne. Mas o melhor foram os campos de trigo que forneceram o acolchoado perfeito para as noites sossegadas nas camas improvisadas sob o céu de estrelas (... e de nuvens). Ao fim de dia e meio a pedalar, o GPS marcava 250 km acumulados (140 do segundo dia). O desnível acumulado (1300 metros) foi suave. Movemo-nos apenas entre os 80 e os 200 metros de altitude. Lá para o 5º dia temos que passar dos 300 aos 900 metros para passar as montanhas do Jura e entrar na Suiça !!!” … (continua ...)
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Hora de Responsabilidade ...
Nos dias conturbados em que vivemos, com os sucessivos escândalos económicos protagonizados pelos nossos politicos (alguns ex-), vem a propósito um trecho do meu próximo livro (já terminado e a aguardar publicação). Não para apaziguar a revolta que sentimos, mas para mostrar que há muito que os desportistas estão num domínio muito superior ao dos politicos, no plano ético e moral.
Em ‘Os novos Exploradores e a Aventura dos Sentidos’, escrevi: «O novelista inglês, Philip Kerr, autor do livro ‘The Book of Lies’, uma antologia de contos de falsidades, explica como as pessoas terão desenvolvido uma atitude de resignação face aos escândalos sem fim, que se verificam no mundo da politica e dos negócios (dos casos de inside trading aos de financiamento de campanhas partidárias, etc). Mas aceitar isso num desportista ou aventureiro, é outra coisa: “o desporto parece ser muito mais importante para as pessoas do que a politica (…) O desporto cruza as fronteiras étnicas e partidárias. Ocupa um dominio superior, e torna-se muito mais decepcionante quando figuras do desporto revelam ser, afinal, como toda a gente”. De acordo com esta análise parece estar o sociólogo australiano, John Barnes, autor do livro ‘A Pack of Lies’ - um estudo da história e sociologia da mentira. Diz ele que “o desporto implica um contraste com as considerações mundanas de trabalhar para ganhar a vida (…) Ser um desportista significa ser altruista.» …
Um amigo (que afinal eu não conheço assim tão bem) queixava-se que para fazer 5 milhões (possivel em Inglaterra mas não em Portigal, dizia) “não basta roubar, é preciso roubar muito” …. Questiono eu: mas porque é que se criou esta mania de que é preciso ter milhões para viver bem ?!? Lembro uma citação de ‘Viagens na minha Terra’ de Almeida Garrett (crónica de 19-07.09, em http://cronicasdozezinho.blogspot.com/): “E eu pergunto … se já calcularam o número de indíviduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, … para produzir um rico. (…) cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.”
Fernando Nobre, fundador da AMI, conta no seu livro ‘Viagens contra a indiferença’, a longa caminhada de mais de 25 anos da sua “saga humanitária” para combater o que considera “as duas piores doenças da Humanidade: a Indiferença e a Intolerância”. Ora, nesta altura, parece-me que ‘responsabilidade’, ou neste caso a falta dela, é outra das ‘doenças’ que mais afecta a nossa sociedade e caberia neste lote. Falta-nos ‘responsabilidade’ para lidar com os problemas das pessoas, os problemas do país e os do planeta. Neste momento discute-se o futuro do planeta (na preparação da cimeira de Copenhaga) e parece que não há sensibilidade nem coragem politica para tomar as medidas necessárias. Creio que só chega a ver este problema com clareza alguém que passe por uma destas combinações (dose de ironia): inteligência e sensibilidade; muito dinheiro e aborrecimento; educação (académica) e séria degradação das condições económicas (o meu caso). Pede-se responsabilidade e bom senso …
Um amigo (que afinal eu não conheço assim tão bem) queixava-se que para fazer 5 milhões (possivel em Inglaterra mas não em Portigal, dizia) “não basta roubar, é preciso roubar muito” …. Questiono eu: mas porque é que se criou esta mania de que é preciso ter milhões para viver bem ?!? Lembro uma citação de ‘Viagens na minha Terra’ de Almeida Garrett (crónica de 19-07.09, em http://cronicasdozezinho.blogspot.com/): “E eu pergunto … se já calcularam o número de indíviduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, … para produzir um rico. (…) cada homem rico, abastado, custa centos de infelizes, de miseráveis.”
Fernando Nobre, fundador da AMI, conta no seu livro ‘Viagens contra a indiferença’, a longa caminhada de mais de 25 anos da sua “saga humanitária” para combater o que considera “as duas piores doenças da Humanidade: a Indiferença e a Intolerância”. Ora, nesta altura, parece-me que ‘responsabilidade’, ou neste caso a falta dela, é outra das ‘doenças’ que mais afecta a nossa sociedade e caberia neste lote. Falta-nos ‘responsabilidade’ para lidar com os problemas das pessoas, os problemas do país e os do planeta. Neste momento discute-se o futuro do planeta (na preparação da cimeira de Copenhaga) e parece que não há sensibilidade nem coragem politica para tomar as medidas necessárias. Creio que só chega a ver este problema com clareza alguém que passe por uma destas combinações (dose de ironia): inteligência e sensibilidade; muito dinheiro e aborrecimento; educação (académica) e séria degradação das condições económicas (o meu caso). Pede-se responsabilidade e bom senso …
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domingo, 25 de outubro de 2009
350 ...
Nada tem a ver com o filme ‘300’, mas tem a ver com ‘guerreiros’ … Este dia 24 de Outubro, foi marcado por mais de 5.000 ‘Acções Climáticas’ em todo o mundo. ‘350’ é o limíte seguro da concentração de carbono na atmosfera e foi esse número que os participantes nas referidas ‘acções climáticas’ quiseram recordar aos politicos e governos (e cidadãos em geral) para os sensibilizar antes de assinarem os acordos de Copenhaga, na próxima cimeira de Dezembro. Enquanto isso, a terceira ‘geração Belmiro’, finalmente, preocupa-se com a redução das desigualdades sociais (capa de uma revista desta semana). São dois aspectos que colidem e constituem o novo paradigma do século para a humanidade – “melhorar a qualidade de vida sem destruir o meio ambiente nessa tentativa”.
Estou a ler a ‘Maravilhosa Aventura da Vida’, de Clara Pinto Correia. Doutorada em biologia celular, Clara fala com humor e rigor científico dos mistérios das nossas origens e de fenómenos curiosos da aventura da vida (as palavras que me levaram a comprar o livro – o meu novo livro chama-se ‘Os novos exploradores e a aventura dos sentidos’ e aborda transversalmente estes temas). Um livro divertido e fundamental, que questiona o leão como rei da selva, mostra a orquídea como uma especialista da adaptação, e demonstra toda a sensibilidade ao analisar o modo como o Homem está a afectar o planeta Terra. Diz ela: “Esta nossa tendência para aprendizes de feiticeiro que provoca resultados adversos quando menos se espera requer urgentemente uma pausa para pensarmos na forma inconsequente e arrogante como lidamos com o nosso planeta. Estamos permanentemente a testar até onde é que podemos ir, e cada vez recebemos mais avisos de que isso só vai dar-nos cabo da vida”. Assim introduzia um tema em que descreve como Mário Molina, um Nobel da Química, descobriu que os CFC afectavam a camada de ozono e concluiu que “o mundo vai acabar”, e como foi necessário o filme ‘Verdade Inconveniente’ de Al Gore para lançar o alerta geral sobre o problema, apesar de os cientistas já falarem do assunto há bastante mais tempo.
Também o projecto Ice Care pretende reforçar esta mensagem, e a expedição Kilimanjaro 09 está aí para o demonstrar. De 4 a 15 de Dezembro, passarei 3 dias com os Maasai, no Quénia, absorvendo as experiências e dificuldades daquela tribo que sofre com sucessivas secas, para depois subir ao cume do Kilimanjaro (5.895m) e medir o seu glaciar em acelerada regressão. Acompanhantes são bem-vindos (mais em http://icecare.blogspot.com/ e http://www.papa-leguas.com/index.cfm?sec=0101000000&ViagemID=136).
Também o projecto Ice Care pretende reforçar esta mensagem, e a expedição Kilimanjaro 09 está aí para o demonstrar. De 4 a 15 de Dezembro, passarei 3 dias com os Maasai, no Quénia, absorvendo as experiências e dificuldades daquela tribo que sofre com sucessivas secas, para depois subir ao cume do Kilimanjaro (5.895m) e medir o seu glaciar em acelerada regressão. Acompanhantes são bem-vindos (mais em http://icecare.blogspot.com/ e http://www.papa-leguas.com/index.cfm?sec=0101000000&ViagemID=136).
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