Mostrar mensagens com a etiqueta aventura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta aventura. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Viajantes e protagonistas …

Trecho do próximo livro: “Tal como as palavras ‘limíte’ ou ‘extremo’, a ‘aventura’ (na minha perspectiva: a aventura encontra-se, frequentemente, ao enfrentar o desconhecido, quando a exploração deste pressupõe um risco considerável) tem um significado diferente para cada pessoa e em cada fase da vida …. Messner* dizia que para ser aventura tem que incluir um «risco elevado» - no livro anterior contei histórias de explorações e aventuras levadas a extremos da resistência física e psicológica. Agora, além de introduzir novas histórias, pretendo descer uns degraus na ‘escadaria das dificuldades’, porque cada pessoa tem uma percepção diferente de ‘risco’! Vamos também ‘falar’ de aventuras imaginadas por um maior número de pessoas e, portanto, mais acessiveis a uma minoria um pouco mais numerosa de potenciais viajantes !!! Subjacente às histórias e propostas que se seguem está uma ‘aventura dos sentidos’ … Ou seja, uma aventura que não detém o exclusivo do alto risco e do elevado esforço fisico e mental. Pode até nem exigir esse esforço, mas tão só um despertar de sensações, um aguçar dos sentidos, uma exploração interior que contribui para a harmonia de corpo e mente, aproveitando as possibilidades que o mundo nos oferece …”.
Ana Isabel Mineiro, Cáceres Monteiro, Daniela Teixeira, Gonçalo Cadilhe, João Garcia, Jorge Vassalo, Maria Assunção Avillez, Miguel Arrobas, Nuno Lobito, Nuno Pedrosa, Tiago Alves, são protagonistas no capítulo dedicado aos viajantes portugueses. Outros nomes de exploradores descritos são: Mattias Giraud, Harry Egger, Joe Redington, Alexandre Mackenzie, Warren Harding, Alain Robert, Marcus Tobia, Erling Kagge, Evelyne Binsack, Ueli Steck, Doug Scott, La Condamine, Piotr Chmielinski, Robin Knox-Johnston, Lewis Pugh, Martin Strel, Peter Pinney, Dean Karnazes, Ludovic Hubler, Fran Sandham, Thomas Sbampato …

terça-feira, 14 de julho de 2009

Vulcões de Auvergne

«Diz o ditado japonês que ‘aquele que sobe o Monte Fuji uma vez é sábio, aquele que o sobe segunda vez é tonto’. Pois, Doug Szwarc subiu-o 4 vezes seguidas … em 24 horas …. Este tenente da marinha americana, destacado na base naval de Yokosuka (Japão), e 3 companheiros, lançaram-se neste empreendimento no dia 1 de Setembro de 2008. Pretendiam bater o recorde do ano anterior – 3 subidas em menos de 24 horas e 5.000 $Usd de donativos recolhidos, e doados em forma de equipamento ao Orfanato ‘Shunkou Gakuen’. Então, Szwarc e DeGroot subiram 3 vezes ao cume da montanha mais alta do Japão (3.776m), em 23h38m. O novo desafio, ‘4 em 24’ (4 subidas em 24h), equivale à subida do Kilimanjaro num só dia e não representa “um mero acto de vaidade”, como disse Raney, um dos participantes. É que os militares pretendem também alcançar os 10.000 $Usd em donativos, que reverterão para caridade. Este evento recebeu particular atenção dos media japoneses, e contribuio para o estreitamento de laços de amizade entre comunidades japonesas e americanas.»
Este é um parágrafo do meu próximo livro. Demonstra como ‘desporto e viagens de aventura’ estão a evoluir para um novo paradigma: fazer alguma coisa pelo planeta e pelos outros … Chamamos-lhe ‘desporto de intervenção’. É um pouco isso que pretendemos com o projecto Ice Care (actualizações em http://icecare.blogs.sapo.pt/).
Entretanto, na minha última viagem para a Suiça, passei na região de Auvergne (no centro de França) - um nicho de concentrado de vulcões. São mais de 80! Esta cadeia de vulcões única na Europa, representa um conjunto geológico assinalável pois crateras e abóbodas estão pouco erodidas e conservam as suas formas originais. Além dos vulcões, inactivos, o Parque Natural Regional dos Vulcões de Auvergne, uma área de 395.000 hectares, com 670km de caminhos balizados, concentra nascentes como a das águas minerais Volvic, lagos como o Lastioulles ou o Pavin, este com 800 metros de diâmetro e 92 de profundidade, também ele a cratera de um antigo vulcão, aldeias tipicas e castelos …. No centro deste parque, ergue-se o mais elevado vulcão – o Puy de Sancy (1.886m), um strato-vulcão com 1,2 milhões de anos. A cadeia de Puys, onde sobressai o Dôme, é de formação muito mais recente (entre 100.000 e 7.000 anos). Mais em http://www.parc-volcans-auvergne.com/. Numa tarde de céu limpo subi a 3 deles (mais fotos em http://www.facebook.com/album.php?aid=130398&id=613684777&l=09b75cbe22 ): o Montchal (1.411m), o Puy Dôme (1.465m) e Pariou. O Dôme é um simbolo na região, visitado por mais de 400.000 pessoas/ano, sendo que algumas optam por subir a pé e descer com um guia em parapente.
Com estas subidas fáceis, de pouco mais de uma hora cada, mantive-me em forma para o que se seguia (viagem Ice Care) e elevei para 15 o número de cumes de vulcões visitados, incluindo o Kilimanjaro, os Capelinhos e o Pico (nos Açores), Fira, na Grécia, ou Kilauea no Hawai. O Monte Fuji ainda não consta na minha lista ...