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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os novos Exploradores



Entre outras, retrato experiências significativas (em duração, distância ou quantidade) de diversos viajantes. As histórias e referências de/a portugueses incluem: A. Costa Motta, Amadeu Garcia, Ana Isabel Mineiro, Ângelo Felgueiras, Cáceres Monteiro, Daniela Teixeira, Elisabete Jacinto, Fernando Nobre, Genuino Madruga, Glória Serrazina, Gonçalo Cadilhe, Joana R. Pinho, João Almeida, João Batista, João Garcia, João Oliveira, Jorge Vassalo, José Hermano Saraiva, José Lima, José Megre, José Pádua, José Tavares, Lúcio Lampreia, Manuel Gomes Martins, Maria Assunção Avillez, Miguel Arrobas, Miguel Calado Lopes, Miguel Torga, Nuno Frazão, Nuno Lobito, Nuno Pedrosa, Nuno Vicente, Rosa Carvalho, Tiago Alves, Victor Carvalho (e as instituições AAAA de Portimão, e IPSSs como a AMI, APPC-Leiria, Humanitarius), e outros na ‘Cronologia de feitos de portugueses’.

Encomendas via Bubok.pt: http://www.bubok.pt/libros/3592/Os-novos-exploradores-e-a-aventura-dos-sentidos
Preço: 16,5€ + gastos de envio

Encomendas directas ao autor, com dedicatória (promocional para as primeiras 100 unidades): em mão, 14,5€

Disfruta este verão com uma leitura simultâneamente amena e estimulante, e oferece a um familiar ou amigo.

Um abraço,
José Tavares

segunda-feira, 22 de março de 2010

Grandes Viajantes e Aventureiras

(continuaçao) ...
O século XX, brindou-nos com ínumeros exemplos de mulheres que relizaram arrojadas viagens em solitário, sem os “50 baús, a banheira às costas e toda a sua equipa de carregadores”, que valeram apelidos como “ridiculas”, às aristocratas inglesas do passado: em 1932, Amelia Eahart (EUA) foi a primeira mulher a realizar um vôo transatlântico a solo; em 1952, Ann Davison (GB) realizou a primeira travessia do Atlântico em veleiro a solo; em 1970, Maureen Wheeler, com 22 anos, e o seu noivo Tony (26) percorreram a Ásia a bordo de um velho Mini, com um punhado de dólares no bolso e “muito sentido de aventura” para celebrar a sua ‘Lua de Mel’ - da Turquia à Austrália, passando por Irão, Afeganistão, Paquistão, India e Nepal, popularizaram a ‘hippie trail’; em 1975, a japonesa Junko Tabei, foi a primeira mulher no cume do Everest, depois de ter sido soterrada por uma avalancha e salva por sherpas que localizaram o seu tornozelo e o puxaram para a vida (foi também a primeira mulher a conseguir alcançar o cume dos ‘Seven Summits’).
Na última década, assitimos a outros desafios extremos, no feminino: em 1993, a escaladora norte americana Lynn Hill foi a primeira pessoa a escalar o difícil penhasco “The Nose”, em Yosemite (em 1994, repetiu a façanha em menos de 24 horas); em 2005, a inglesa Ellen MacArthur, bateu o recorde da volta ao mundo mais rápida em veleiro, em solitário; em 2006, a inglesa Denise Caffari, realizou a primeira volta ao mundo em veleiro, em solitário e em contra-corrente; em 2007, a britânica Roz Savage, tornou-se na primeira mulher a tentar a travessía do Pacífico a remos (após ter atravessado o Atlântico em 2006, numa viagem de 103 dias, entre as Canárias e a ilha de Antigua); em 2009, 19 mulheres completaram a ascenção dos ‘Sete Cumes’; no final do mesmo ano, 5 outras tinham acumulado a chegada ao cume de pelo menos 11 das 14 montanhas de mais de 8 mil metros: a sul-coreana ‘miss Go’ (falecida por esgotamento no Nanga Parbat, ao tentar o seu 12º cume); a italiana Nives Meroi (que desistiu em 2008 da corrida aos 14 cumes, quando o seu marido adoeceu no Kangchenjunga); a espanhola Edurne Pasabán de 37 anos, que em 2010 tentará o Shisha Pangma e o Annapurna (até Maio) para se tornar na primeira mulher a cumprir todos os 14 oitomil; e a também coreana Oh Eun Sun, a quem apenas falta o Annapurna para alcançar a mesma marca.
Hoje, já ninguém se admira que uma mulher se lance à aventura em qualquer âmbito e que os seus êxitos sejam reconhecidos, mas ainda há mulheres que se aventuram com risco da própria vida, por causas humanitárias, de protecção de animais ou da saúde do planeta e cujos nomes mal se conhecem. O estatuto da mulher alterou-se completamente com o evoluir dos tempos. Ainda assim, os meios de comunicação destacam as mulheres aventureiras “desde o ponto de vista de que o logro conseguido tem mais mérito pela suposta fragilidade da mulher”. Cristina Morató (autora do livro ‘Viajeras intrépidas e aventureras’) corrobora afirmando que “ainda hoje continua a ser um mundo masculino, pelo que nos meios de comunicação não ocupamos o mesmo espaço que eles a não ser que sejas, além do mais, modelo e bonita como Araceli Segarra. Neste sentido avançámos pouco”. A espanhola Araceli é um caso mediático. Uma mulher multifacetada cujo perfil foi retratado da seguinte forma num número da ‘Vincci Magazine’: “Podia-se defini-la como escaladora, modelo, escritora, ilustradora ou conferencista, mas talvez a palavra ‘entusiasta’ seja a que melhor define o poliedro que as suas multiplas ocupações formam (…) Uma mulher que pode com qualquer desafio que se lhe ponha pela frente”. Antes de tudo Araceli é uma aventureira e se de algo se pode presumir é do seu amplo curriculum de montanhista. Aos 15 anos iniciou-se no mundo da espeleologia, aos 18 subiu acima dos 3.000 metros e aos 21 realizou a sua primeira expedição aos Himalaias. Na primavera de 1996 festejou os 26 anos no campo base da mítica Everest e, poucos dias depois, tornou-se na primeira espanhola a pisar o cume mais elevado da Terra. “As montanhas de cada um ensinam-te muitas coisas. Eu não quero subir as mais altas, mas sim as que são difíceis, aquelas que supõem um desafio para ti e implicam superação”, disse em entrevista. As outras facetas profissionais da sua vida enfrenta-as de modo idêntico: “No fundo é tudo o mesmo, mas com matizes diferentes, como as montanhas”. Araceli colabora com diversas revistas, participou em documentarios televisivos e no filme “Sete anos no Tibete”; realizou o best seller da National Geographic “Everest, mountain without mercy”. Nas suas conferências, utiliza a ‘montanha’ como metáfora de vida.
Em Portugal, alguns exemplos de viajantes e aventureiras foram destacados nos meus livros: as repórteres Maria Assunção Avillez e Ana Isabel Mineiro; a antropóloga Joana Roque de Pinho (viveu 2 anos com tribos Maasai, no Quénia); a montanhista Daniela Teixeira, 1ª portuguesa a 8 mil metros de altitude; a piloto Elisabete Jacinto, vencedora no rali Paris-Dakar; …
Fotos (1a, Lynn Hill; 2a, Elisabete Jacinto)
Livros: Carlos Pascual Gil “El viaje de Ejeria” (LAERTES, 1994); A. Arce “Itinerario de la Virgen Egeria (381-384)” (Editorial Biblioteca Autores Cristianos, 1996); Alexandra Lapierre/Christel Mouchard “ “Grandes Aventureiras 1850-1950”; Eric Le Nabour “As Grandes Aventureiras da História” (Javier Vergara Editor); Cristina Morató “Viajeras intrépidas y aventureras”, “As raínhas de África”, “As damas do Oriente” e “Cativa na Arábia” (Plaza & Janés SA); Robin Maxwell “Wild Irish”; José Tavares “Aventura ao Máximo – os novos exploradores lusos” (Europa-América, 2008) e “Os novos exploradores e a aventura dos sentidos”.